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Tinham subido a encosta e apareceram subitamente à minha frente. Foi tão inesperado que primeiro nem a reconheci. Mas, não havia dúvida: era a D. Maria.
Com ela vinha uma criança. Linda. Às costas carregava um pequeno cesto cheio de amêndoas. D. Maria parecia protegê-la e lembrei-me da pintura em que um anjo da guarda vigia as duas crianças que atravessam uma frágil ponte de madeira.
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Mas de anjo D. Maria nada tinha. Olhou-me e, rispidamente, proferiu: -Trouxe-lhe a sua filha para que a conheça. E virando-se para a menina continuou, agora numa voz muito suave: -Milú, este é o teu pai. Podes entregar as amêndoas que touxeste para lhe oferecer.
A criança avançou para mim estendendo-me o cesto de vime e, num sussurro, olhando-me nos olhos perguntou: -És tu o meu paizinho?
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4 comentários:
ó coelhinho, não lhe ofereceste o ovo?
Com que então arranjaste da boa. Já vi que a D. Maria escondeu a tua filha durante muito tempo.
Afinal ela tinha orelhinhas fofas também?
Há muito tempo que não aparecias!
Sempre quero ver o que acontece quando chupares o açúcar e ficares com a parte dura... talvez te saía uma amarga.
É o que faz ser um coelhinho...
E festejar o mistério da primavera :)
estás desaparecido de novo? ó coelhinho!!!!
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