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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

estou só. atravessei a floresta com a jovem e levei-a a casa. a mãe, que ela me dissera viverem só as duas, agradeceu-me mas entre várias perguntas foi-me olhando sempre com ar desconfiado. retribui o olhar de desconfiança ao indivíduo que se encontrava sentado à mesa com um apetitoso manjar à frente. ensaiou também algumas perguntas sinuosas, às quais não respondi, pois nem se dignaram dizer-me quem ele era.

regressei a casa. adoro tudo o que me rodeia. estou só mas estou bem. que me importa que, por vezes, corra barrenta a água do rio?! não é dela que bebo e nem sei nadar.

6 comentários:

Constança Gomes Antunes disse...

Paraísos solitários.








(Tentei pintar, até pintei, mas as cores misturaram-se, eu perdi-me)

Gasolina disse...

É assim a paga. Depois de acolheres a jovem nem sequer te convidaram para a sua mesa...

De novo tu e a floresta.
Harmonia.

GUARDA-LIVROS disse...

Esta floresta cada vez está mais parecida com o meu estaminé.

Lá aparece uma menina... mas logo se vai.

Sabes o que acho?
Davas um bom Guarda-Livros!

Violeta disse...

Bucólico. Belo.
( e a Bela Adormecida?)

pedra da calcada disse...

que pirosada!!!!

Free disse...

E que água bebes tu coelhinho? Olha que estamos em crise está tudo cada vez mais caro.
Mas até que onde vives é bonito.